“ato espontâneo”
José Oliveira Pinto
edição de autor, 2026
«Ganas de viver.
É a expressão que
mais me vem à mente relendo ‘Ato espontâneo’ (assim grafado, à brasileira).
É que, aos meus olhos de brasileiro extraviado dentro do meu próprio país continental, e de poeta um tanto quanto atento ao que aparece aqui e ali a cada instante a nos convocar à linguagem vivificante de um poema, este ‘Ato espontâneo’ se destaca muito do cenário da poesia portuguesa contemporânea que já conheço; e penso que, em parte, isso decorre do fato de que José Pinto está em diálogo contínuo e muito vivo com as poéticas anticoloniais, pós-coloniais, descoloniais e decoloniais (escolham vocês a palavra que mais lhes apraz) que fervilham por todos os cantos da lusofonia americana e africana, como em Moçambique, Angola, Brasil etc.; fato que se desdobra em sua vida pessoal no Cabo Verde, onde formou uma família que, por sua vez, também o forma como poeta.» do Posfácio, de Guilherme Gontijo Flores (Brasil)
José Oliveira Pinto nasceu em Vila Real, Portugal (1988). Filho de pai português e de mãe nascida em Angola, vive entre Portugal e Mindelo, Cabo Verde, onde fundou e dirige a Associação txon-poesia. A sua prática cruza escrita, voz e performance como formas de construção de presença, resistência e pertença. Tem textos publicados em ‘Humanus’ (2015), ‘Chá para o nevoeiro’ (2021), ‘Pôr os olhos no caminho’ (2021) e no livro para teatro ‘TOCA: oito poemas de amor e uma canção angustiada’ (2021).
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