quarta-feira, 9 de abril de 2014

Amêndoa torrada (Trás-os-Montes)



Amêndoa torrada,
doce e crocante: é simplesmente deliciosa!

pelas artes de Sabores em Desalinho,
produção artesanal,
de Carrazeda de Ansiães


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[disponível também sésamo torrado e bolinhos de figo com amêndoa e erva doce]

terça-feira, 8 de abril de 2014

A borboleta azul do Parque Natural do Alvão



“sou uma linda borboleta azul” um conto de Cláudia Guedes, ilustrações de Margarida Hoc

Conto infantil - Admirável história de uma rara borboleta que sobrevive graças à ajuda de uma formiga. Vivem num lameiro na serra do Alvão, bem perto de Vila Real.
Ao longo deste conto vivenciamos sentimentos de partilha e alegria da bicharada que se une para que a magia da natureza aconteça...
 
«Este conto relata a vivência real do ciclo da borboleta azul, Maculinea alcon, em perigo de extinção em Portugal desde 1994. Pretende sensibilizar os mais pequenos para a importância da preservação da natureza e do planeta terra.


A população de borboleta azul floresce bem perto de Vila Real, no Parque Natural do Alvão e está há anos no livro vermelho das espécies ameaçadas. Extremamente exigente com o habitat, a borboleta azul desaparece quase sem deixar rasto se não estiverem reunidas todas as condições ideais para viver e reproduzir-se. Muito delicada esta borboleta começa a voar em inícios de julho e desaparece em finais de agosto e sobrevive graças à existência de uma flor e à ajuda de uma formiga.

 Ao longo desta história vivenciamos sentimentos de partilha da bicharada que se une para preservar esta rara espécie emblemática do Programa de Preservação da Biodiversidade do Município de Vila Real.»


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Tertúlia de azeite: mostra e prova



Tertúlia de mostra e prova de azeite
por Lagar da Sancha
dia 12 de Abril, sábado, pelas 21h00
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real


«A Lola e o Morgado decidiram um dia que como passatempo iriam produzir azeite. Com um terreno abandonado há cerca de trinta anos doado pelos pais da dita a titulo de herança, em pouco tempo compraram a parte da irmã, alguns terrenos vizinhos uns mais abandonados que outros e em quando deram por ela já tinham atingido os sete hectares e ultrapassado as 1100 oliveiras.

Agora que já ultrapassaram o patamar dos 3000 litros produzidos numa campanha, decidiram mostrar aos clientes e amigos da Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro aquilo que produzem. Sendo ela uma Sabrosense de gema e ele um Vilarealense de primeira apanha, vão por certo sentir-se em casa mostrando falando e contando histórias acerca do percurso deste projeto familiar e do azeite por eles produzido. A expectativa é que o produto seja do agrado dos participantes não esquecendo que se pretende também uma agradável noite de convívio e boa disposição.»


António Alberto Alves
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00

Próximos eventos:
- de 25 de Março a 19 de Abril de 2014: exposição “Cristais, Minerais & Petroarte”, pelo Museu de Geologia Fernando Real da UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro;
- dia 9 de Abril de 2014 (quarta-feira), pelas 21h00: tertúlia “Cristais, minerais e outros que tais...” pela Prof.ª Dr.ª Elisa Preto Gomes, da UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro;
- de 21 a 30 de Abril de 2014: exposição dos cartazes oficiais do 25 de Abril, editados pela Associação 25 de Abril.
Nos meses de Maio, Junho e Julho a Traga-Mundos irá acolher três diversas exposições de fotografias a preto-e-branco de Eduardo Teixeira Pinto (1933-2009), insigne fotógrafo nascido em Amarante e detentor de diversos «prémios em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente o Grande Prémio de Camões (1960), na época, uma das mais altas distinções a nível nacional».

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Boletim Cultural do Liceu Camilo Castelo Branco



Boletim Cultural n.º 20 da Escola Secundária Camilo Castelo Branco de Vila Real

«(...) realizou-se no dia 17, pelas 18h 30m, a sessão de lançamento do nº20 do Boletim Cultural.
Depois da abertura da sessão pela Diretora da Escola, Drª Fátima Rodrigues, o coordenador do Boletim Cultural; Dr. Henrique Morgado falou da importância desta publicação agradecendo a todos os colaboradores. De seguida, o coordenador da escola Associada à Rede de Escolas da UNESCO fez questão de reforçar a importância desta iniciativa que se enquadra no Projeto da Escola Associada à Rede UNESCO, pelo seu caráter regional e mesmo mundial, como se pode verificar na colaboração internacional, neste número, com autores de Portugal, Espanha, França e Brasil.
Posteriormente, a  Drª Ana Paula Fortuna apresentou os trabalhos que se enunciam: "Abertura", de Fátima Manuela Duro Rodrigues; texto da Direcção da A3LC2B Vila Real; "A metáfora do Cinema no ensino da Geometria Descritiva", de Ricardo Santelmo Vale de Andrade Gomes; "A exploração do minério de ferro e o papel do geólogo. Jazidas de ferro em Trás-os-Montes e Alto Douro", de Emílio Urbano & Elisa Preto Gomes; "A importância da componente sedimentar nos ecossistemas fluviais", de Anabela Ribeiro dos Reis; "Razões para desenvolver o cálculo mental", de Elisabete Pardal;"Sobre as metas curriculares e onde metê-las", de José Fanha; "LIVRARIAS – Onde vivem os livros", de Cristina Carvalho; "O talento", de Adriano Sousa; "Sumário" de Fátima Barros, "Caminho de Santiago Gentes, coisas e eu"  de António J. Pereira da Silva, "O Homem, a sua Ciência e ele próprio no Avião - A Matemática e o enjoo", de Pedro Miguel da Costa Folgada; "Arte contemporânea", de Mafalda Azevedo Pérdicoulis, 10.ºB; "A má consciência do guarda-nocturno", de José Manuel Tarroso Gomes; "O Poço", de Joana Carvalho, 8.º E; "Insensível diabo", de Isabel Monteiro; "O militar e o velho", de Adérito Silveira; "A ver o pato passar", de Ângelo Sequeira; "Vicente, um perfil de vontade", de 8.º A (2012-2013); "Sob o signo da viagem: o real e o simbólico em To the Lighthouse ", de Delfina Rodrigues; "Uma singular forma de poesia", de M. Hercília Agarez; "Bento da Cruz – um escritor do Barroso", de Maria da Assunção Anes Morais; "Literatura e Ciência – O Mar", de António Fortuna; "O papel da biblioteca escolar na aprendizagem das literacias", de Maria Adelaide Jordão da Costa; "Contos da Montanha e Novos Contos da Montanha", de Vítor José Gomes Lousada; "Sinfonia", de José Alves Ribeiro; «Já não há primavera», de Ana Paula Fortuna; [Pego numa caneta]; de Ana Margarida, 11.º H; "Voz de Cetim", de Paulo Fortuna; "Aqui me confesso, Macau", de Isabel Mateus; "As Vagas! Vêm e vão...", de Isabel Machado; "A Festa dos Escolares da Gramática", de Álvaro Rodrigues Pinto; "Biografia de um Ilustre Vilarmaçadense: D. Rodrigo Pinto Pizarro – Barão da Ribeira de Sabrosa", de José Alves Ribeiro; "A Universidade Popular de Vila Real - Liceu Central de Camilo Castelo Branco – 1914", de J. Ribeiro Aires; "Brinquedos populares – um fascinante objeto de estudo", de João Amado"; Museu do Brinquedo Popular do IFRN, templo de tradições, espaço de  brincar",de Marcus Vinícius de Faria Oliveira; "Le couteau, d’une violence à l’autre", de Daniel Descomps; "O pión", de Antón Cortizas;  "Brinquedos de seiva", de João Costa; e "Brincavida, de Henrique Morgado.» [blogue À Procura]


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[recordamos que na livraria Traga-Mundos em Vila Real se encontram disponíveis os seguintes números do referido "Boletim Cultural da Escola Secundária Camilo Castelo Branco": n.º 2 de Setembro 1991, n.º 3 de Maio 1992, n.º 4 de Dezembro 1992, n.º 5 de Maio 1993, n.º 6 de Março 1994, n.º 7 de Junho 1998, Número Especial de Dezembro 1998, n.º 8 de Setembro 2000, n.º 9 de Dezembro 2001, n.º 10 de Março 2004, n.º 11 de Março 2005, n.º 12 de Dezembro 2006, n.º 13 de Março 2007, n.º 14 de Março 2008, n.º 15 de Março 2009, n.º 16 de Março 2010, n.º 17 de Março 2011, n.º 18 de Março 2012 e o n.º 19 de Março 2013]

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Nos 40 anos de Algures a Nordeste: A.M. Pires Cabral




A Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real foi convidada para estar presente com uma banca de livros do autor, amanhã, dia 3 de Abril, quando a

UTAD assinala os 40 anos da Primeira Obra de Pires Cabral

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) vai realizar, no próximo dia 3 de abril, no auditório da Biblioteca Central, uma jornada intitulada “Nos 40 anos de Algures a Nordeste: uma Jornada sobre A.M. Pires Cabral”, ação que pretende assinalar os 40 anos da publicação da primeira obra de A. M. Pires Cabral, Algures a Nordeste.
A jornada é aberta ao público e inicia-se pelas 9:30h, com a estreia do documentário ‘‘A.M. Pires Cabral na primeira pessoa”, do realizador Leonel de Brito. A referida jornada conta com vários oradores convidados e contempla ainda uma visita à exposição ‘‘A. M. Pires Cabral: 40 anos de vida literária’’, que estará patente na Biblioteca Municipal de Vila Real.
A. M. Pires Cabral nasceu em Chacim, Macedo de Cavaleiros, e é autor de uma vasta obra, caracterizada por uma ampla variedade de géneros – da poesia ao romance, passando pelo conto, pelo texto dramático e pela crónica, ensaio e monografia. O homenageado recebeu várias distinções e prémios literários: Prémio Literário Círculo de Leitores, 1983, com o romance Sancirilo; em 2006, O Prémio D. Dinis, com Douro: Pizzicato e Chula e Que Comboio é este; em 2008, o Grande Prémio de Literatura DST, com O Cónego; em 2009 o Prémio Pen Clube de Poesia, com Arado, e, em 2010, o Grande Prémio de Conto ‘Camilo Castelo Branco’ APE/Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, com O Porco de Erimanto.


A livraria Traga-Mundos irá disponibilizar os títulos: “O Cónego”e “A Loba e o Rouxinol” (romance); “O Diabo Veio Ao Enterro”, “O Porco de Erimanto” e “Os Anjos Nús” (contos); “Que Comboio É Este”, “Arado”, “Antes Que O Rio Seque”, “Cobra-D’Água” e “Gaveta do Fundo” (poesia); “Trocas e Baldrocas ou com a natureza não se brinca” com ilustrações de Paulo Araújo (infanto-juvenil); “Língua Charra – Regionalismos de Trás-os-Montes e Alto Douro” Volume I – A-E, 568 p. e Volume II – F-Z, 606 p.; “Páginas de Caça na Literatura de Trás-os-Montes” (selecção de textos e organização, antologia); “Aqui e Agora Assumir o Nordeste” (antologia) selecção e organização de Isabel Alves e Hercília Agarez; “As Águas do Douro” coordenação Gaspar Martins Pereira, “Telhados de Vidro” n.º 18]

terça-feira, 1 de abril de 2014

Rapa - põe, deixa e tira



RAPA

Espécie de piasca com quatro faces, usado no jogo com o mesmo nome. As quatro faces ostentam uma letra cada: R por ‘rapa’; T por ‘tira’; D por ‘deixa’; P por ‘põe’. [“Língua Charra. Regionalismos de Trás-os-Montes e Alto Douro”, Volume II, F – Z, de A.M. Pires Cabral]

Dado do Jogo do Rapa, para jogar a confeitos, sugos, feijões, pedras, moedas ou o que se quiser. As regras são simples: para começar cada um dos jogadores coloca em jogo um feijão. E à vez, cada um vai jogando o dado. O T é de Tira e o jogador tira um feijão. O D é de Deixa e tudo fica igual. O P é de Põe e o jogador deve colocar no meio mais um feijão. O R, claro, é de Rapa e o jogador rapa o jogo, ou seja, recolhe tudo.

Jogo infantil tradicional em Portugal, crê-se ter por origem o Dreidel, jogo tradicional judaico.

Disponíveis também a versão do Governo: Rapa e Tira, Rapa e Tira, e a versão do Povo: Deixa e Põe, Deixa e Põe...

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... ... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

segunda-feira, 31 de março de 2014

Workshop de Iniciação à Cestaria Tradicional com palha e silvas



 
Workshop de Iniciação à Cestaria Tradicional com palha e silvas
por Ludares e Lugares
dia 5 de Abril, sábado, pelas 21h00
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real


Cesto de palha ou “escrinhos”, como são chamados no nordeste transmontano, são cestos feitos com palha centeia e cascas de silvas.
Este tipo de cesto, estanque e robusto, era utilizado para guardar as sementes ou a farinha, o fermento do pão, o pão cozido ou para pôr a massa do pão a levedar – era ainda utilizado como frigorífico.
Um dos materiais a utilizar é a silva (Rubus sp.), que deve ser apanhada nos meses de Janeiro e Fevereiro, e após ser limpa dos “picos” é cortada em 4. Depois é colocada em novelos e cozida em água e posta a secar. Outro material a utilizar é a palha centeia seca.
Inicia-se o cesto pelo fundo e depois dá-se a forma e o tamanho que quisermos.

Actualmente já pouca gente se dedica à sua produção. Servem essencialmente para adorno. Com o objectivo de recriar uma arte quase esquecida, a Ludares e Lugares, em parceria com a Traga-Mundos, propõe um workshop de iniciação à técnica de produção desses mesmos cestos.

Participantes devem levar roupa de trabalho, ou bata ou avental.
Preço: 16,00 euros – 14,00 euros para estudantes.
Cada participante leva o exemplar que fizer...

A pré-inscrição pode ser feita desde já, na Traga-Mundos, ou pelos seguintes contactos: 259 103 113, 935 157 323, traga.mundos1@gmail.com, ludareselugares@sapo.pt, e o pagamento da inscrição deverá ser feito até 04 de Abril (sexta-feira), na Traga-Mundos ou por transferência bancária para o NIB 0035 0906 00074637800 61.


António Alberto Alves
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00

Próximos eventos:
- de 25 de Março a 19 de Abril de 2014: exposição “Cristais, Minerais & Petroarte”, pelo Museu de Geologia Fernando Real da UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro;
- dia 9 de Abril de 2014 (quarta-feira), pelas 21h00: tertúlia “Cristais, minerais e outros que tais...” pela Prof.ª Dr.ª Elisa Preto Gomes, da UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro;
- dia 12 de Abril de 2014 (sábado), pelas 21h00: tertúlia de prova de azeite, por Lagar da Sancha;
- de 21 a 30 de Abril de 2014: exposição dos cartazes oficiais do 25 de Abril, editados pela Associação 25 de Abril.
Nos meses de Maio, Junho e Julho a Traga-Mundos irá acolher três diversas exposições de fotografias a preto-e-branco de Eduardo Teixeira Pinto (1933-2009), insigne fotógrafo nascido em Amarante e detentor de diversos «prémios em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente o Grande Prémio de Camões (1960), na época, uma das mais altas distinções a nível nacional».

sábado, 29 de março de 2014

Traga-Mundos e reabilitação psicomotora



A Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real foi convidada para estar presente com uma banca de livros, e mais algumas coisas e loisas, no ENERP’14 – V Encontro Nacional de Estudantes de Reabilitação Psicomotora, que se realiza a 28, 29 e 30 de Março de 2014 na UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Etnografia transmontana de António Fontes



“Etnografia Transmontana – Volume I – Crenças e Tradições de Barroso” de António Fontes

O Barroso é ainda um dos lugares no qual podemos entregar o tempo à magia da memória do passado e às manifestações religiosas e profanas que continuam cimentadas no presente.
Neste primeiro volume, o percurso etnográfico revolve o fio à meada das crenças e tradições, perdidas e usadas, passando pelas sombras do diabo, mezinhas e bruxarias, definhando o aspecto lúdico do dia-a-dia até à santidade dos dias e suas festas, posfaciando na sabedoria popular cromatizada através dos ditos do povo.
«É por isso que subo nos outeiros e grito: vinde ver o mundo a acabar», apesar de ficar registado neste trabalho de campo a bom tempo.

Biografia: António Fontes nasceu em Cambeses do Rio, Montalegre, em Fevereiro de 1940.
Terminou o curso de Teologia no Seminário de Vila Real em Junho de 1962. Foi pároco, de 1963 a 1971, em Pitões das Júnias e Tourém e, de 1966 a 1971, em Covelães. É actualmente, e desde 1971, padre nas freguesias de Mourilhe, Meixide, Soutelinho da Raia e Vilar de Perdizes, no concelho de Montalegre.
Fundou o jornal “Notícias de Barroso”. Licenciado em História pela Universidade do Porto, é autor de vários trabalhos de recolha etnográfica e investigação nas áreas de Antropologia, Arquitectura, Etnografia e Música. Organizou a representação de «O Auto da Paixão» e vários congressos internacionais: Arquitectura Popular, Caminhos de Santiago, História Medieval. Organiza, desde 1983, os Congressos de Medicina Popular de Vilar de Perdizes, que anualmente levam a esta aldeia do concelho de Montalegre milhares de participantes.
Está representado nas seguintes antologias: “As Chegas de Bois” (organizador), “Trás-os-Montes e Alto Douro e Da Literatura Popular à Literatura Infantil”. É autor das obras “Etnografia Transmontana”, “Os Chás dos Congressos de Vilar de Perdizes”, “Aras Romanas e Terras de Barroso Desaparecidas”, e co-autor de vários títulos, nomeadamente “Medicina Popular”, “Mitos, Crenzas e Costumes da Raia Seca”, “Misarela – A Ponte do Diabo”.



«Não sei se haverá alguém que tanto como António Lourenço Fontes tenha chamado a atenção dos portugueses e dos estudiosos de outras nacionalidades para as características, por vezes bem singulares, da cultura barrosã. Através dos livros, do seu jornal “Notícias de Barroso”, de conferências e entrevistas, dentro e fora do país, de colaboração em filmes, de uma vida paroquial aberta ao meio, do seu trabalho de assessor cultural na Câmara Municipal de Montalegre, de numerosas acções de animação e estudo, nos domínios do artesanato, das tradições, de tudo o que é propriamente popular, trate-se de jogos, arquitectura, teatro, religiosidade ou medicina, tem ele conseguido atrair a curiosidade, o carinho e admiração de muita gente pela sua terra, que até ali vai de longada, pondo olhos e ouvidos nas coisas, não raro embevecidamente.
«Entre quem é» – diz ele, se lhe batem à porta da residência de Vilar de Perdizes, uma construção tipicamente transmontana, logo franqueando aos olhos ávidos de repasto cultural salas e saletas, quartos, cozinhas e lojas, tudo abundantemente guarnecido, abarrotado de livros e cadernos, documentos de vária origem como estatuetas, quadros, peças de artesanato e outras relíquias. Naquela casa tinha vivido o Padre Domingos Barroso, um homem tão devoto dos santos como dos encantos da sua terra e que era especialmente versado em matéria de cinegética. Tanto ele constituiu para António Lourenço Fontes uma sombra tutelar que diligenciou para que no largo fronteiro lhe fosse erguido um monumento. Lá está, bem significativo na sua simplicidade. Desse sacerdote não recebeu, porém, mais do que um incentivo. A pesquisa e a recolha sistemática de mitos e ritos, usos e tradições, que dão um rosto à gente barrosã, estavam ainda por fazer.
Escreve neste livro: «Metia-me medo, por não haver quase nada escrito sobre tudo isto, que foi para mim floresta virgem que tive de explorar.» E a verdade é que explorou, sem bravatas, antes com uma paciência modesta, como é aliás do seu temperamento. Menos preocupado com desenvolvimentos
teóricos e questões taxinómicas do que com o registo atento, tanto quanto possível cingido ao essencial e praticado à luz e segundo a ordem da experiência, com o sacrifício de certo arrumo, acabou por nos deixar um trabalho que fascina pelo despretensiosismo e pelo toque certeiro no que os etnólogos consideram imprescindível e fundamental para as suas teses mais engenhosamente concebidas, ainda que por vezes marcadamente subjectivas e especulativas e, por isso, discutíveis, neste jogo de esquivanças e probabilidades que é o real para toda a ciência.

O campo de observação de António Lourenço Fontes é o da etnografia, no sentido em que C. Levi-Strauss a definiu: «A etnografia consiste na observação e na análise de grupos humanos considerados na sua particularidade e visando a reconstituição, tão fiel quanto possível, da vida de cada um deles.» Retratar e biografar o povo de Barroso foi essa a intenção de António Lourenço Fontes, como transparece do plano traçado para cuja execução trabalhou, «sabe Deus com que dificuldades». Mas as monografias comportam sempre riscos de efectualidade, mesmo tendo em conta o bom senso e a argúcia do critério adoptado, a dedicação e a vantagem de pesquisar a partir de dentro, como é o caso, dado que o autor nasceu no coração de Barroso, onde após os seus cursos em Vila Real e no Porto continuou a viver. Outros etnógrafos tiveram de suportar dificuldades de aceitação pelas comunidades visadas, como sucedeu por exemplo a Malinowski na Melanésia.
Um risco etnográfico é o que se prende com problemas de diacronia e dialéctica. Toda a descrição nesta matéria é selectiva e deixa pressuposta uma teoria, por mais geral que ela seja. Ora, quanto a isto, o primeiro obstáculo a transpor é o de conferir o grau de actualidade ou não de um fenómeno, os factores e o processo da sua evolução e ainda o que há nele de núcleo permanente, com relevo para os vectores de articulação com os outros fenómenos da mesma estrutura ou sistema. António Lourenço Fontes tem consciência disso, expressando a vontade de «recordar tanto as tradições vivas, como as que já morreram»; e em algumas páginas caracteriza «o homem barrosão e o seu feitio», o que não o impede de adoptar seguidamente o método cumulativo, mais de acordo com o retrato do que com a biografia, resultando assim um painel de cromatismos insinuantes, como se o papel deste etnógrafo fosse o de coleccionar revérberos. É um caminho, entre outros, que deixa por apreender o que no fundo é inapreensível, isto é, o espaço de instabilidade latejante que se situa, relativamente a um costume, a meio caminho do que foi e do que é – um espaço onde pulsam determinações endógenas e exógenas cuja fixação descritiva é uma aventura, a menos que do facto social se persiga uma visão hipotético-dedutiva, atenta às formas globalizantes, muito em conformidade com o método estruturalista. A este método porém, que conduz a uma ciência de rigor, escapam os conteúdos vivos, a mobilidade quer ontológica quer factual do ser, tendo-se como certo que a observação e a theoria realizadas a partir do exterior são sempre neste aspecto ou naquele algo deformantes. E daí que o formalismo estruturalista se venha considerando ultrapassado.
António Lourenço Fontes opta pelo registo directo e breve, sem outro enquadramento pontual que não seja o decorrente da localização e o de encostar uns aos outros os factos mais semelhantes entre si, segundo uma concepção da etnografia tradicional. Certo. O leitor e o antropólogo ficam naturalmente satisfeitos com a oferta de textos puros, lavados: que sejam um e outro a operar induções e deduções. Como se dissesse: o povo de Barroso é mais ou menos assim, nos domínios que investiguei; façam agora o favor de comparar e tirar conclusões. Nem sequer, como acontece com «o direito sobre as moças da terra» e as «chegas», ele nos diz claramente até que ponto o costume persiste na forma apresentada ou como possivelmente evoluiu e por que motivos. Como se também nos quisesse dizer: em Barroso foi ou é assim; venham cá e vejam como as coisas, apesar de inevitáveis transculturações, ainda conservam peculiaridades que as identificam e nos identificam.

O que em toda esta obra se subentende não é difícil de perceber, se nos ativermos a afirmações vigorosas como esta: «O homem transforma o ambiente, mas deixa-se impressionar fundamente por ele.» Barroso tem uma configuração geográfica, um clima, um modo de ser, um estar longe de tudo menos de si, uma história cerzida de tradições tão enraizadas na memória e na vida que, mau grado os ventos desculturantes que sopram de várias direcções, irá manter a sua identidade cultural. Identidade para já bem patente naquilo a que Kardiner chama «personalidade de base, comum a todos os barrosões, onde quer que se encontrem, um suplemento de alma que dá vida a estes dois livros, em que se abre uma consciência generosa, a ser ouvida não só pelos seus conterrâneos, mas por quantos assumem a cultura como um dos valores mais preciosos do existir, cépticos felizmente em relação à exclusiva via economicista da paz e da felicidade. Em livros assim tocam os sinos a rebate.» António Cabral, do Prefácio


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... ... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponível do autor os títulos: “Medicina Popular – Ensaio de Antropologia Médica” de António Fontes e João Gomes Sanches, “Padre Fontes – O Romance de uma Vida” de Eugénio Mendes Pinto e “Padre António Fontes – Vida e Obra” de João Gomes Sanches]

segunda-feira, 24 de março de 2014

ENCONTRO LIVREIRO, 5ª edição, Culsete, Setúbal


No próximo dia 30 DE MARÇO, a partir das 15:00, a livraria CULSETE, em Setúbal, acolhe a 5ª edição do ENCONTRO LIVREIRO. 

Momento anual de reunião, o Encontro Livreiro tem sido um espaço privilegiado de debate, partilha e troca de ideias entre as gentes do livro, juntando, entre outros, livreiros, editores, jornalistas, bibliotecários, professores, autores, tradutores e leitores. 

Cinco anos passados sobre a primeira edição, o Encontro, que nasceu da vontade de colocar gente a conviver e a conversar — numa livraria — sobre o livro, algo que os seus fundadores acreditaram ser essencial para um sector tão transversal e fundamental como este, é já um dos momentos essenciais do ano editorial e livreiro. 
Para além do debate e da partilha, o Encontro Livreiro é também um momento de homenagem, com a entrega do diploma LIVREIROS DA ESPERANÇA que este ano distingue Antero Braga, livreiro da mítica Lello, no Porto. Foram já homenageados os livreiros Jorge Figueira de Sousa (Esperança | Funchal), Caroline Tyssen e Duarte Nuno Oliveira (Galileu | Cascais) e Fátima Ribeiro de Medeiros e Manuel Medeiros (Culsete | Setúbal). 

Em parceria com a Fundação José Saramago, o movimento Encontro Livreiro tem vindo também a dinamizar, desde 2012, o DIA DA LIVRARIA E DO LIVREIRO, e a inspirar ENCONTROS LIVREIROS REGIONAIS, como já acontece com regularidade em Trás-os-Montes e Alto Douro, onde se realizou recentemente o III Encontro Livreiro daquela região. 

De entre as gentes do livro que virão a Setúbal no próximo dia 30, queremos muito que haja uma forte participação de livreiros. Relembramos que neste V Encontro, entre outros assuntos que livremente os participantes queiram tratar, vamos falar de LIVRARIAS, DO SEU PRESENTE E DO SEU FUTURO.

Para mais informações, sugerimos a consulta do ISTO NÃO FICA ASSIM!, o blogue do Encontro Livreiro, ou um contacto através de encontro.livreiro@gmail.com

Até ao próximo domingo, dia 30 de Março, em Setúbal.

ISTO NÃO FICA ASSIM!
Setúbal, 23 de Março de 2014

Encontro-Livreiro
Reúne na Livraria Culsete, em Setúbal, no último domingo de Março de cada ano.
LIVREIROS DA ESPERANÇA
Livreiro da Esperança 2014

Antero Braga (Livraria Lello / Prólogo Livreiros - Porto)
Livreiro da Esperança Especial Culsete - 40 Anos
Manuel Medeiros e Fátima Ribeiro de Medeiros
(Livraria Culsete - Setúbal)

Livreiro da Esperança 2013
Caroline Tyssen e Duarte Nuno Oliveira (Livraria Galileu - Cascais)
Livreiro da Esperança 2012
Jorge Figueira de Sousa (Livraria Esperança - Funchal)

domingo, 23 de março de 2014

Cristais, Minerais & Petroarte - exposição & tertúlia



Cristais, Minerais & Petroarte
exposição & tertúlia
pelo Museu de Geologia Fernando Real da UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
de 25 de Março a 19 de Abril de 2014
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real


- dia 25 de Março de 2014 (terça-feira), pelas 21h00: inauguração da exposição
Exposição de minerais, rochas e microfotografias
Exposição e venda de peças artesanais

- dia 9 de Abril de 2014 (quarta-feira), pelas 21h00:
Tertúlia: “Cristais, minerais e outros que tais...” pela Prof.ª Dr.ª Elisa Preto Gomes da UTAD

No Ano Internacional da Cristalografia, o Museu de Geologia Fernando Real pretende, através desta pequena exposição, dar a conhecer ao grande público a beleza natural dos cristais e de alguns minerais e rochas, tanto em amostras de mão como quando observados ao microscópio petrográfico.
Tirar partido da beleza natural destes materiais pode passar pelo recurso a filtros utilizados na observação microscópica, que permitem obter microfotografias que são verdadeiras peças de arte, como faz o técnico Tito Azevedo ao criar os quadros decorativos que se expõem. A construção de pequenas peças artesanais, com desperdícios de minerais e rochas, levou o técnico Márcio Silva a construir objetos de grande originalidade e beleza, que designamos como Petroarte.


António Alberto Alves
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00

Próximos eventos:
- dia 30 de Março de 2014 (domingo), pelas 15h00: V Encontro Livreiro, Livraria Culsete, Setúbal;
- dia 5 de Abril de 2014 (sábado), pelas 21h00: workshop de cestaria, por Ricardo Eira (Ludares & Lugares);
- dia 12 de Abril de 2014 (sábado), pelas 21h00: tertúlia de prova de azeite, por Lagar da Sancha;
- de 21 a 30 de Abril de 2014: exposição dos cartazes oficiais do 25 de Abril, editados pela Associação 25 de Abril.
Nos meses de Maio, Junho e Julho a Traga-Mundos irá acolher três diversas exposições de fotografias a preto-e-branco de Eduardo Teixeira Pinto (1933-2009), insigne fotógrafo nascido em Amarante e detentor de diversos «prémios em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente o Grande Prémio de Camões (1960), na época, uma das mais altas distinções a nível nacional».

sexta-feira, 21 de março de 2014

Dia Mundial da Poesia - 2014



DIA MUNDIAL DA
POESIA
leve 1 poema.
para ler.
para oferecer a um(a) amig@.
para mais tarde reler.
para partilhar.
para declamar.
para se apaixonar. 
para...



quinta-feira, 20 de março de 2014

A Mulher que venceu Don Juan



“A Mulher Que Venceu Don Juan” de Teresa Martins Marques

– Mas, então, se não é da Pampilhosa, de onde é?
– De Vila Real.
– O quê? É transmontana? – Luís fez um sorriso de orelha a orelha.
– Sou, mas porquê? – pergunta ela, não percebendo a razão de tamanho júbilo.
– Porque eu também sou transmontano. De Torre de Moncorvo.
– Não me diga! Tenho lá um primo de meus pais.
– Quem?
– O António Monteiro.
 – O Monteiro? O engenheiro agrónomo, presidente da Cegtad?
– Sim, é engenheiro, o resto é que já não sei…
– Ah, mas sei eu. É  um amigo de peito.
– E o que é isso da Cegtad?
– Confraria de Enófilos e Gastrónomos de Trás-os-Montes e Alto Douro.
– Nunca ouvi falar dela aos meus pais.
– Não é do tempo dos seus pais. Foi fundada há dezassete anos, em 1995.
− E tenho lá também um parente numa aldeia com um nome muito engraçado − Peredo dos Castelhanos. É um jornalista muito conhecido que vive em Lisboa.
−  Não me diga que é o Rogério Rodrigues!
− Esse mesmo.
− Um grande senhor do jornalismo, o Rogério.
− E também poeta e dos melhores. − Mas isto são muitas surpresas para um só dia! Havemos de ir jantar com o Rogério ao Solar dos Presuntos.

Sinopse: A Mulher que Venceu Don Juan inclui no entrecho ficcional três personagens de fundo donjuanesco. Amaro Fróis, cirurgião plástico, procura nas mulheres a vingança de um passado tenebroso; Manaças, serial lover, recalca uma pulsão proibida; Joana colecciona os namorados das amigas.

Os três serão vencidos: o primeiro por uma mulher que subestimou; o segundo pelo verdadeiro objecto do desejo recalcado; a terceira por uma presidiária, cujo companheiro seduziu. A protagonista, Sara Dornelas, escapa à morte e encontra o amor, realizando, pelo estudo, um sonho antigo. Dois seres de eleição, a psicóloga Lúcia e Paulo, comissário da polícia, assumem um papel decisivo no desmantelamento de uma rede tentacular e no castigo dos criminosos, unidos por ignorados laços de sangue.
Travejada por diálogos vivos, ora dramáticos ora humorísticos, a acção decorre em múltiplos lugares, potenciando o efeito de real pela intrusão de figuras verídicas que interagem com as personagens ficcionais. Entretanto, Manuela, jovem doutoranda, prima de Doña Juana, prepara em Copenhaga, e defende com sucesso, uma tese sobre o Diário do Sedutor de Kierkegaard, duplicando, no plano teórico, os meandros do desejo, no plano da acção, e gerando uma atmosfera de suspense até ao último fio da intriga romanesca.

Teresa Martins Marques é doutorada em Literatura e Cultura Portuguesas, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Actualmente, investigadora no CLEPUL e, entre 1992-1995, no Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Academia das Ciências de Lisboa.
Dirigiu a equipa de organização do Espólio Literário de David Mourão-Ferreira (Fundação Calouste Gulbenkian / Ministério da Educação, entre 1997-2004). Dirigiu e prefaciou a Edição das Obras Completas (13 volumes) de José Rodrigues Miguéis (Círculo de Leitores, 1994-1996).
Publicações de ensaio: colaboração em três dezenas de volumes colectivos.
Livros: Si On Parle du Silence de la Mer (1985); O Eu em Régio: A Dicotomia de Logos e Eros (Prémio de Ensaio José Régio -1989), 1.ª ed. 1993; 2.ª ed. 1994; O Imaginário de Lisboa na Ficção Narrativa de José Rodrigues Miguéis – 1.ª ed. 1994; 3.ª ed. 1997Leituras Poliédricas (estudos sobre Cesário Verde, Gomes Leal, Raul Brandão, J. Régio, José R. Miguéis, V. Nemésio, Eugénio Lisboa et alii) – 2002; Clave de Sol – Chave de Sombra. Memória e Inquietude em David Mourão-Ferreira (2011); Ficção: Carioca de Café (conto) – 2009; A Mulher que Venceu Don Juan – primeiro romance-folhetim português publicado no Facebook (2012- 2013), sendo a presente uma nova versão, revista e aumentada.

                                                                  ----------------

«Chegado ao fim este excelente romance, não temos dúvidas em dizer qual foi A Mulher que Venceu Don Juan: Teresa Martins Marques.
Não falhou uma única semana e foi tendo um diálogo com os cada vez mais numerosos e entusiasmados leitores, ouvindo-os, ‘provocando-os’, estimulando-os e deixando-se envolver de modo muito próximo; e venceu o preconceito do FB mostrando como este meio de divulgação pode ser excelentemente aproveitado.
Encheu o folhetim com excesso de realidade, não por ter lá colocado o nome de muitos leitores, entre os quais me incluo, não; o excesso de realidade consiste em ter enfrentado problemas que são cancros de hoje, como a violência, quer doméstica [com a divulgação da APAV e do seu trabalho] quer de uma sociedade que muito assenta no sofrimento infligido aos mais fracos sob diversas formas; o excesso de realidade mostrando como o crime mais hediondo não escolhe classes, antes se acoita entre psicopatas que podem ocupar o expoente da nossa sociedade; o excesso de realidade de que existe uma sociedade solidária, que não desiste, que não cede às maiores dificuldades, que persiste muitas vezes para além do suportável e encarnando em pessoas que só na aparência são fracas; o excesso de realidade de que o amor é tão vário que pode exigir a separação quando do convívio só resulta dor; o excesso de realidade de que o donjuanismo é afinal a camuflagem do seu contrário, que se reprime.
Tudo isto foi servido numa linguagem simples e rigorosa, com grande respeito pelos leitores, na imensa cultura em que assenta, num ritmo que prendeu ao longo de muitas semanas, sem medo de apresentar reflexões profundas e originais sobre diversos temas sem nunca ser cansativa, em particular sobre Kierkegaard, e com muito humor à mistura. Não posso deixar de dizer algo que me é muito querido: é um folhetim que trata o mirandês com o respeito devido a uma língua milenar e ao povo que a fala, que o divulga e dá a conhecer, o que é a primeira vez que acontece numa obra literária.» Amadeu Ferreira [Comentário no Facebook]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... ... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...