segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Exposição de cerâmica artística

Exposição de cerâmica artística
por Cidália Damas e António Almeida (criarte – cerâmica artística)
inauguração: dia 16 de Agosto (6ª Feira), pelas 21h00
exposição de 16 de Agosto a 4 de Setembro de 2013
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real


«A CRIARTE é um projeto que nasceu de um sonho e da coragem de o tornar real, num cruzamento de diferentes percursos, diferentes identidades, mas que se completam e que caminham lado a lado na criação de verdadeiras obras de arte.
A cerâmica por ser uma expressão artística ligada ao fogo, à terra, à matéria, ao volume, à textura, à cor, foi a expressão que adotamos para suporte do nosso trabalho artístico, porque sentimos que é a que expressa, de uma forma muito transparente, o que queremos comunicar, permitindo trabalhar como suporte para a pintura e/ou para a escultura.

O nosso lema é “Imaginar + Criar + Comunicar”.

Um dos objetivos deste projeto pretende ser a execução e comercialização de obras de arte nas suas variadas expressões artísticas, o outro será ligar a este projeto um espaço de encontro e reencontro entre a Arte e o Público, numa tentativa de levar a arte ao público e o público à arte, fazendo com que o público participe e intervenha no processo criativo na realização de uma obra de arte. Esta ligação será materializada através da realização de vários eventos, workshops, cursos e formações, ligados às várias expressões como a pintura, a escultura, a cerâmica, a serigrafia, a linogravura, a fotografia, o design e o desenho.
Relativamente às nossas produções artísticas, procuramos com que seja o resultado do que sentimos no momento da sua concretização, muito mais do que definir um tema, procuramos escutar a nossa essência, o nosso interior, e que naquele momento de inspiração divina, procuramos transportar para a matéria, moldando com as nossas próprias mãos dando forma, vida e alma a formas que muitas vezes associamos à natureza que nos rodeia e à espiritualidade. Há também uma procura nas nossas realizações artísticas, um complemento entre a técnica e a criatividade, onde a técnica é sempre um “instrumento” que procura dar solução à concretização da forma, procurando contornar os condicionalismos naturais da matéria e do barro.»
Cidália Damas e António Almeida (criarte – cerâmica artística, Murça)


Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935 157 323 | traga.mundos1@gmail.com





Próximos eventos:
-18 de Agosto de 2013 (domingo), 7h30: passeio pedestre às Fisgas de Ermelo (Alvão) por Lagoa Trekking;
- 20 de Agosto de 2013 (terça-feira), das 16h30 às 19h30: animação de Casinha Cabo da Bila – João Pinto Vieira da Costa com as suas artes de Flora de Brincadeiras.

sábado, 10 de agosto de 2013

A Lagoa


“A Lagoa” realização e montagem: Paulo Araújo e Vítor Nogueira (dvd)

Em meados do século XX, a indústria mineira do Vale da Campeã dava emprego a mais de mil pessoas. Com a falência das Minas de Vila Cova, veio o desemprego, a emigração e a ruína progressiva do complexo mineiro.

Mas ganhou vida própria uma lagoa.


Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também da colecção Máquina do Tempo do Museu do Som e da Imagem em dvd: “Lembranças da Casa do Padre Filipe” e “Liceu Velho, Liceu Novo”]

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

...usos culinários, medicinais, hortícolas e artesanais

“Guia Artesanal de Plantas Selvagens”
- usos culinários, medicinais, hortícolas e artesanais –

EDIÇÃO LIMITADA II

escrito ilustrado encadernado
por Rita Roquette e David Michael Allison



+ UMA PRECIOSIDADE!

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

palavras que o Douro tece


“palavras que o Douro tece – antologia de textos durienses contemporâneos” organização e coordenação de josé braga-amaral

Em “palavras que o Douro tece” pretende-se homenagear o Douro através do registo dos seguintes escritores: A. M. Pires Cabral, Agustina Bessa-Luís, Alexandre Perafita, António Barreto, António Cabral, António José Borges, Camilo de Araújo Correia, Fernando Amaral, Francisco José Viegas, Gaspar Martins Pereira, Inácio Pignatelli, João Bigotte Chorão, Jorge Laiginhas, Jorge Velhote, José Braga-Amaral, Maria do Carmo Serén, Maria José Quintela, Modesto Navarro, Mónica Baldaque, Nelson Campos Rebanda, Nuno Rebocho, Pedro Garcias e Vasco Graça Moura.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também em antologias os títulos: “Vozes do Douro – Antologia de Textos Durienses” tomo I e tomo II, “A Terra de Duas Línguas – II – Antologia de Autores Transmontanos” coordenação: Ernersto Rodrigues, Amadeu Ferreira, “Aqui e Agora Assumir o Nordeste – A.M. Pires Cabral – Antologia” selecção e organização Isabel Alves, Hercília Agarez, “Páginas de Caça na Literatura de Trás-os-Montes” selecção de textos e organização de A.M. Pires Cabral, “As Chegas de Bois – Uma Antologia”] 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Prova de mel em favo



A Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real foi convidada para animar eventos da Casinha de Cabo da Bila, com o objectivo de dinamizar a zona histórica e o seu comércio tradicional, apresentando os produtos que disponibiliza no seu espaço de loja – situada próxima, na Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28.

Neste âmbito, Vitor Vilela e Laura Garcia da Apibéricos – Beekeeping, irão proporcionar uma prova dos seus méis, incluindo mel em favo, no dia 8 de Agosto de 2013 (quinta-feira), entre as 16h00 e as 19h30. APAREÇAM!



«O Gabinete de Apoio à Vítima de Vila Real inaugurou no passado dia 20 de Junho de 2013, a CASINHA DO CABO DA BILA (CCB), que se situa no Largo Almeida Garrett, na zona histórica, em Vila Real.
A CCB resulta da cooperação estabelecida entre três entidades – o Município de Vila Real, a Associação Comercial e Industria de Vila Real e a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima – e tem como finalidade promover a cidade de Vila Real, a sua cultura, tradições, espaços a visitar e a realização de eventos. 
A CCB constitui ainda um exemplo de responsabilidade social, pela divulgação e apoio à missão da APAV, a qual passa, por apoiar vítimas de crime, suas famílias e amigos. 
A CCB será um espaço aberto a todas as pessoas que o queiram visitar.»

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Poema e ilustração de Rui Pires Cabral


STARDUST
Rui Pires Cabral, poema e ilustração (colagem original em cada exemplar)
edições nenhures
O Homem do Saco, Julho 2013
tiragem de 42 exemplares
[indisponível]



Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também do autor os títulos: “Oráculos de Cabeceira” pela Averno e “Biblioteca dos Rapazes” pela Pianola editores, participação em “Labrador” e “Telhados de Vidro” n.º 18]



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Apresentação de poesia de Miguel Pires Cabral


Apresentação do livro “Erros de cálculo ou outra coisa qualquer” de Miguel Pires Cabral
pelo autor
09 de Agosto de 2013 (sexta-feira), pelas 21h00
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real


..."Vou coleccionando livros,
guardo-os junto à cabeceira
como objectos raros.
Observo o significado das palavras
sem que o sentido me acalme.
Como se o meu desafio fosse

um jogo de palavras sem volta.
Considera que me procuro
por cada verso que escrevo
em cada estrofe que reparo.
Talvez porque tudo se resumirá
a um mero erro de cálculo

___________________[ou outra coisa qualquer."


Miguel Pires Cabral nasceu a 27 de Março de 1974 em Macedo de Cavaleiros.
Licenciado em Educação Física e Mestrado em Investigação da Actividade Física, Desporto e Saúde, pela Universidade de Vigo, Miguel Pires Cabral escreve os seus primeiros poemas originais, a título experimental, algures pela viragem do milénio.
Lançou o seu primeiro livro de poemas originais "Café Solo", em Agosto de 2010.
["Café Solo" conta com prefácio de Marta Pessanha Mascarenhas, edição de LMOPC – Editores © – Impressão & digitalização pela Dom Texto - Vila Real].
Este é o seu segundo livro e é editado pela livraria Poética – livros, arte e eventos, de Macedo de Cavaleiros.


a nossa vez

Reflecte-se a vida neste copo:
o astro que se afasta e traz gelo
aos restos que nos restam de vidro.

E há uma voz seca – árida até –
que nos reencontra sentados
à mesma mesa de sempre.

O esboço de uma vida por escrever:
nós de silêncio. Porque é noite no deserto
que atravesso. Ao balcão de serviço

resta o nosso pedido, a nossa vez?
Um rasto que nos rastra por dentro
a sede que nos rasga o coração.

Erros de cálculo ou outra coisa qualquer,
Miguel Pires Cabral, Poética Edições, 2013


Esta apresentação insere-se na dinâmica do Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro, que pretende criar uma colaboração entre as diversas livrarias aderentes, nomeadamente na apresentação de autores e na partilha de edições locais. Assim, no seguimento do lançamento desta obra na Poética – livros, arte e eventos, em Macedo de Cavaleiros, depois da Traga-Mundos, seguir-se-á a apresentação na Livraria Rosa d’Ouro, em Bragança.



Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935 157 323 | traga.mundos1@gmail.com

Próximos eventos:
- de 26 de Julho a 13 de Agosto de 2013: exposição de escultura em ferro e madeira de Carlos Monteiro;
- 8 de Agosto de 2013 (quinta-feira), das 16h30 às 19h30: animação de Casinha Cabo da Bila – apresentação e prova de mel por Apibéricos – Beekeeping;
- 16 de Agosto de 2013, pelas 21h00: inauguração de exposição de cerâmica de Cidália Damas e António Almeida (criarte – cerâmica artística);
- de 16 de Agosto a 4 de Setembro de 2013: exposição de cerâmica de Cidália Damas e António Almeida (criarte – cerâmica artística);
-18 de Agosto de 2013 (domingo): passeio pedestre por Lagoa Trekking;
- 20 de Agosto de 2013 (terça-feira), das 16h30 às 19h30: animação de Casinha Cabo da Bila – João Pinto Vieira da Costa com as suas artes de Flora de Brincadeiras.

sábado, 3 de agosto de 2013

...a melhor loja de todo o Trás-os-Montes e Alto Douro

Traga-Mundos {Vila Real}


Voltei a Vila Real esta semana e por pura coincidência consegui entrar naquela que acho a melhor loja de todo o Trás-os-Montes e Alto Douro. Tem o nome de Traga-Mundos e situada no centro de Vila Real (mesmo perto do Sinaleiro) mostra-nos que esta região está tudo menos esquecida, despovoada e acima de tudo: parada.


Segundo aquilo que diz no site do Reino Maravilhoso esta loja tem como objectivo construir uma referência quando se pensa na região do alto douro vinhateiro, seus autores e cultura, vinhos e tradições, produtos e artesanato. Quer-se um espaço com diversos nichos de interesse. Esta loja é assim uma livraria especializada na temática do douro, incluindo álbuns de edição cuidada e guias (turísticos, vinhos, vinhos do porto, quintas, castas), onde estarão presentes os autores locais e regionais com projecção nacional e universal – A.M. Pires Cabral, António Cabral, João de Araújo Correia, Otílio Figueiredo, Miguel Torga. Mas também uma loja de vinhos do douro, desde o vinho generoso – também denominado do porto – ao vinho moscatel, com exemplares de aguardentes velhas. É ainda, uma loja de mercearia fina: de compotas a ervas aromáticas, de chás a licores, privilegiando produtos certificados (denominação de origem, produção biológica). E por fim, encontra-se também como uma loja de artesanato, desde a olaria negra de bisalhães a cestaria, do linho a confecção tradicional, da latoaria a outros artefactos. Um local onde poderá igualmente encontrar informação turística, sobre eventos, romarias, restauração, alojamento, percursos, museus, igrejas e capelas, parques naturais.


E embora esta loja pareça abarcar muitas coisas, ela é ainda muito mais: é um sitio de cultura, um elo de ligação entre o passado e o presente. Para além disto tudo são organizados também vários workshops de várias temáticas entre outras coisas neste local. Estar em Vila Real sem o visitar para além de ser uma pena, deveria de ser proibido. A loja é mágica, a simpatia abundante e o cheiro a Alto Douro e ao nosso Portugal ainda mais latente. Vale a pena ver que ainda existem sítios que não nos deixam esquecer do quão bom é a nossa terra. 

Mail: traga.mundos1@gmail.com 
Morada: Rua Miguel Bombarda, 24 - 26 - 28 | 5000-625 Vila Real, Portugal


Mariana Neves, 19 anos. Apaixonada pela vida, amante da Natureza. Com imensa fé no Amor. Vegetariana desde 2009. Viciada em chá desde que me recordo. No 2ºano de Reabilitação Psicomotora, na Universidade de Trás os Montes e Alto Douro. A criar o Projecto Cartas Cruzadas desde Maio de 2012. Uma eterna viajante sonhadora.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Foi há 2 anos: o registo, o conceito


FOI HÁ DOIS ANOS...

Foi há dois anos, no dia 2 de Agosto de 2011, que reabri actividade em Portugal, registando nas Finanças de Vila Real a Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro – Património Mundial, tendo como actividade principal a de livraria.

Chegara a 21 de Maio, no seguimento de um trabalho voluntário de cerca de cinco anos em Canchungo e na Região de Cacheu, na Guiné-Bissau, e de imediato me vi confrontado com a total ineficácia do Centro de Emprego local. Optei então por fazer avançar um projecto – e sonho – que tinha reservado apenas para o que se designa como “o tempo de reforma”: abrir um espaço multi-cultural de livraria e/ou alfarrabista. Em dois meses, (re)visitei a oferta de livrarias, também em diversas cidades, estudei catálogos de editoras, procurei lojas em Vila Real, iniciei contactos, etc. Sobretudo, dei um nome à iniciativa, criei o logotipo e redigi o seguinte conceito orientador:

«Queremos construir uma referência quando se pensa na região do Alto Douro Vinhateiro, seus autores e cultura, vinhos e tradições, produtos e artesanato...

Queremos um espaço com diversos nichos de interesse...

Uma livraria especializada na temática do Douro, incluindo álbuns de edição cuidada e guias (turísticos, vinhos, vinhos do porto, quintas, castas, etc)...
Onde estarão presentes os autores locais e regionais com projecção nacional e universal – A.M. Pires Cabral, António Cabral, João de Araújo Correia, Otílio Figueiredo, Miguel Torga, etc...

Uma loja de vinhos do Douro, desde o vinho generoso – também denominado do Porto – ao vinho moscatel, com exemplares de aguardentes velhas. Iremos disponibilizar edições de 10, 20, 30 e mais de 40 anos, bem como LBV e Vintage...
Proporcionaremos igualmente brancos e tintos, reservas e outras delicadezas, de produtores particulares da região – que não se encontram nos hipermercados...

Uma loja de mercearia fina: de compotas a ervas aromáticas, de chás a licores, privilegiando produtos certificados (denominação de origem, produção biológica, etc)...

Uma loja de artesanato, desde a olaria negra de Bisalhães a cestaria, do linho a confecção tradicional, da latoaria a outros artefactos...

Um local onde poderá igualmente encontrar informação turística, sobre eventos, romarias, restauração, alojamento, percursos, museus, igrejas e capelas, parques naturais, etc...»

A 5 de Novembro de 2011 abri a porta da Traga-Mundos na rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28...


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Um bispo português enterrado vivo...


“A Máscara do Demo” de Alexandre Parafita

“O mistério e a desconfiança dominavam, dia e noite, os pensamentos do jovem carmelita Frei Pedro do Espírito-Santo. Por fim, não resistiu mais. Na calada da noite, com a cumplicidade silenciosa do velho sineiro da catedral, o monge abriu a sepultura do bispo Frei João da Cruz. E o que viu deixou-o estarrecido. O bispo estava de bruços no caixão!”

«Inspirado em factos reais, o livro levanta o véu sobre a morte misteriosa do bispo português frei João da Cruz, da ordem dos Carmelitas Descalços, que governou, com mãos de ferro, em meados do séc. XVIII, as dioceses do Rio de Janeiro e de Miranda do Douro. Sepultado na catedral desta última, as suspeitas de que fora enterrado vivo, habilmente silenciadas pela hierarquia da igreja, correram durante muitos anos na memória popular como lenda, e a partir dela Alexandre Parafita desenvolveu a investigação que conduziu à publicação desta obra.

Como todas as lendas, também esta se escreve nas frinchas da história para preencher os seus vazios. O certo, porém, é que a estranha morte deste bispo vem ajudar a compreender a extinção da diocese de Miranda. Após ter estado vários anos sem bispo, o que veio a seguir mudou-a em definitivo para Bragança.

Frei João da Cruz, antes de rumar a Miranda do Douro, fora uma das mais importantes figuras da igreja no Brasil colonial. Como bispo do Rio de Janeiro, fundou cidades, mandou construir mosteiros, igrejas e santuários que hoje são o “ex-libris” do turismo cultural e religioso brasileiro, mas formou também um exército de clérigos para afrontar os caciques poderosos, o que o fez voltar para Portugal com uma imagem denegrida.

Alexandre Parafita (natural de Sabrosa, 1956) é professor e investigador na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e tem o doutoramento em Cultura Portuguesa na especialidade de Património Cultural Imaterial. Autor de várias dezenas de obras, no âmbito dos estudos ensaísticos e da literatura infanto-juvenil, muitos dos seus títulos integram o Plano Nacional de Leitura (PNL).» [Gerson Ingrés, local.pt]

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[disponível também do autor os seguintes títulos: "Histórias de Natal contadas em verso" ilustrações Bruno Pereira, "Branca Flor, o príncipe e o demónio" ilustrou Pedro Morais, "Vou Morar No Arco-Íris" ilustrações de Pedro Pires, "Balada das Sete Fadas" ilustrações de Miguel Gabriel, "As Três Touquinhas Brancas" ilustrações de Jorge Miguel, "Contos de Animais com Manhas de Gente" ilustrações de Eunice Rosado, A Mala Vazia e algumas histórias de tradição oral” ilustrações de Pedro Serapicos, “Magalhães nos olhos de um menino” de Alexandre Parafita e Simone de Fátima Gonçalves, ilustrações de Rui Pedro Lourenço; “Antropologia da Comunicação – ritos, mitos, mitologias”, "Património Imaterial do Douro” - Vol. I e Vol. II", "Os Provérbios e a Cultura Popular", "A Mitologia dos Mouros", "Antologia de Contos Populares" Vol. II, "O Maravilhoso Popular", "A Comunicação e Literatura Popular"]

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Igreja de São Pedro, Vila Real


Fachada de Igreja de São Pedro, em Vila Real

fabrico artesanal, em cerâmica,
pintado à mão ou em barro negro
versão íman

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terça-feira, 30 de julho de 2013

Histórias de gente d'além Marão


“Outras Histórias de Gente d’Além Marão” de João de Deus Rodrigues

“Caro amigo, caro escritor, fico-lhe muito grato por me oferecer o seu novo livro. Este seu livro é, como os outros, de grande qualidade literária e humana e será por isso com todo o gosto que o mostrarei a alunos, colegas e amigos; e será também merecidamente que o referirei, mais cedo ou mais tarde, nos meus trabalhos. As gerações mais novas (e não só) precisam de ver exemplos como o seu, precisam de saber que a escrita e a memória são fundamentais numa sociedade que se quer mais justa e evoluída.” Excerto de uma carta do Professor Doutor Carlos Nogueira (IELT, FCSH, Universidade Nova de Lisboa)

“... Foi um prazer e uma honra ler as suas “Histórias”. Aprendi e fiquei a conhecer melhor Trás-os-Montes e as suas gentes. Tocou-me a sua singeleza, a sua honestidade... Ficcionadas, é certo, mas sempre apoiadas por uma matriz genuína, com personagens autênticas, todas com um “fundo” bom, homens e mulheres com valores morais, éticos e religiosos... O nosso país precisa de contadores de histórias assim...” Adelaide Trindade – Professora de Literatura


João de Deus Rodrigues nasceu na aldeia de Morais, concelho de Macedo de Cavaleiros, no ano de 1940. É casado e pai de dois filhos. Em 1961 foi para Lisboa, como militar, tendo depois ingressado no Ministério da Economia. Em 1970 é colocado no Ministério do Exército - Fábrica Militar de Braço de Prata - e mais tarde ficou a pertencer ao Ministério da Defesa Nacional, de onde é aposentado. Fez o Curso Complementar dos Liceus e frequentou cursos profissionais na IBM Portuguesa, e um curso de Desenho e Pintura. Fez exposições individuais de pintura e participou noutras colectivas, nacionais e internacionais, tendo sempre como tema dos seus trabalhos a ruralidade. Trabalhou, ainda, doze anos na actividade seguradora. Presentemente frequenta, em Lisboa, a UITI - Universidade Internacional para a Terceira Idade.
Para além da escrita, colabora em publicações regionais. Foi-lhe atribuído o Prémio Nacional de Poesia 2011 Fernão de Magalhães Gonçalves, e tem contos e poemas publicados em antologias. É sócio da Academia de Letras de Trás-os-Montes, da Sociedade Portuguesa de Autores e da Associação Portuguesa de Poetas.

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[disponível também do autor: “Histórias Maravilhosas da Terra Quente”, “Passagens e Afectos” e “”A Terra de Duas Línguas – II – Antologia de Autores Transmontanos”]

segunda-feira, 29 de julho de 2013

D. Pedro de Meneses, 1.º conde de Vila Real


“D. Pedro de Meneses e a construção da Casa de Vila Real (1415-1437)” de Nuno Silva Campos
Prémio da Associação Portuguesa de História Económica e Social 2003

Quando, após a conquista de Ceuta, D. João I reúne o seu conselho e decide manter a cidade, há a clara noção de que a tarefa não se tinha por fácil. (...) Não é portanto de estranhar que quando D. João e conselheiros discutem quem ficará a reger a cidade e sugerem nomes, os indivíduos propostos vão, educadamente, recusando o cargo, apresentando motivos que não lhes permitem aceitá-lo (...). E a verdade é que o rei, por falta de opções (...) por reconhecer capacidades em D. Pedro, o aceita e nomeia como capitão e regedor da cidade. Revelar-se ia uma boa escolha.

«O título de Conde de Vila Real foi um título nobiliárquico de Portugal. Foi atribuído por duas vezes, em épocas distintas, a duas famílias diferentes. A primeira criação data de cerca de 1424; foi atribuída a D. Pedro de Meneses e originou a Casa de Vila Real, dos marqueses de Vila Real (1489) e duques de Caminha. Esta antiga Casa de Vila Real viria a extinguir-se em 1641.

A segunda criação data de 1823, já depois da Revolução Liberal e do fim do Antigo Regime em Portugal. Este título foi atribuído ao 6.º morgado de Mateus, da Casa dos senhores do Palácio de Mateus, uma dos mais magníficos solares portugueses, hoje Fundação Casa de Mateus.» [Wikipédia]

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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Sanfonices

SANFONICES
Constantim
Miranda do Douro
Trás-os-Montes

Data da Gravação: 12 de Junho de 2010
Local: Sendim
Ano de Edição: 2011

Sanfonices é um projecto de três músicos que visa recuperar e dar a conhecer romances e cantigas de embalar que eram cantadas nos serões e nas lides do campo nas aldeias da terra de Miranda.
Mário Correia teve a ideia e nós pegamos nela. Com o acompanhamento da sanfona fazemos com que se imagine um cego a tocar aquele instrumento numa qualquer praça e a cantar as suas cantigas enquanto espera por uma esmola do rico aldeão.
Cármen Pires foi a principal informante dos temas aqui cantados bem como o cancioneiro Mirandês. São cantigas muitas vezes esquecidas pois têm uma rítmica pouco forte e lenta, o que faz com que a juventude olhe para elas com algum desdém. Do nosso ponto de vista trata-se de espécimes muito ricos, sobretudo pelas histórias que contam.
*
As primeiras chuvas outonais permitem-nos ver com detalhe as nervuras das folhas até então escondidas pelas pardacentas poeiras estivais.
E assim acontece a (re)descoberta de texturas em vias de rendição aos rigores invernais, que fazem as folhas regressarem à terra como húmus fertilizante para o renascimento em tempos de primavera.
Certas propostas musicais devolvem-nos justamente o sortilégio revelador dessas primeiras chuvadas outonais: removendo a poeira dos tempos, devolvem-nos as essências vitais das raízes culturais e primordiais, como que as despertando de uma espécie de suspensão em desvanecimento e, de algum modo, as recuperando para renovados – porque actualizados – planos de expressão e de significado.
Quando Célio Pires, António Garcia e Sérgio Martins apresentaram, em tempos de celebrações intercélticas em Sendim (Casa da Cultura, 6 de Agosto de 2011), um concerto intitulado “Sanfonices”, o que aconteceu – assegura-o quem lá esteve – foi a pura sedução e encantamento do renascimento de velhos romances e cantigas que as gentes mirandesas carregaram até aos nossos dias pelas sendas da tradição oral.

Músicos
Célio Pires (sanfonas, voz)
António Garcia (vieiras, ferrinhos, voz)
Sérgio Martins (castanholas, voz)
Convidado: José João Gonçalves (voz em “A Fonte do Salgueirinho”)


Repertório
01. Mineta 5:54
02. Ró Ró 4:20
03. Perlimpinchin 4:36
04. Pastorica 2:50
05. La Lhoba Parda 3:03
06. A Fonte do Salgueirinho 5:46
07. D. Filomena 2:15
08. Çarandilheira 3:43
09. Beijai o Menino 3:36
10. Ls Cardadores 5:42
11. Cantiga da Segada 4:48
Todos os temas são tradicionais

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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Dispersos de Camilo de Araújo Correia


“Dispersos” de Camilo de Araújo Correia

Filho do escritor João de Araújo Correia, Camilo de Araújo Correia «nasceu em 28 de Julho de 1925, na cidade do Porto, mas de pais trasmontanos: o médico-escritor João de Araújo Correia, natural de Canelas do Douro, e Dona Maria da Luz de Matos Silva, natural de Poiares, de cujo matrimónio houve ainda mais cinco filhos: Maria da Soledade, Rosa, Maria Emília, João Maria e Maria Virgínia.

Desde muito novo vem residir para a Régua, onde inicia os estudos e completa o primeiro ciclo do liceu. Prossegue os estudos no Liceu de Lamego e depois no de Vila Real, onde termina o curso liceal. Feito o exame de aptidão, matriculou-se na Faculdade de Medicina de Coimbra, onde concluiu a sua formatura em 5 de Dezembro de 1953.

Durante a sua permanência em Coimbra, Camilo de Araújo Correia viveu na república Palácio da Loucura, na Alta. Foram seus companheiros de república, entre outros, Augusto Camacho, célebre cantor e autor de fados de Coimbra, e Herberto Hélder, que viria a afirmar-se como figura cimeira da poesia portuguesa. Foi nesse ambiente que despertou o seu gosto pela literatura, que exercitou através da colaboração nos jornais académicos Briosa, Pagode e Via Latina.


Mobilizado para prestar serviço militar em Moçambique, em 1961, exerceu funções de anestesista do Hospital Militar 338, destinado a Porto Amélia, de que veio a ser director, merecendo um louvor do General Comandante da Região Militar de Moçambique pelos seus serviços médico-sociais e relacionamento com outras unidades lá aquarteladas. Ainda em Moçambique desenvolveu forte actividade de dinamização cultural.

A sua vida seria porém consagrada antes de tudo à medicina, só se dedicando à escrita nas horas que aquela lhe deixa livres, repetindo o que acontecia com seu Pai. “Quis o destino que viesse também a escrever histórias em tempo sobrado de ver doentes”, escreve ele algures. Foi durante muitos anos anestesista nos Hospitais da Régua e Lamego, tendo neste último chegado a Chefe de Serviço. Exerceu clínica até 1990, ano em que optou pela dedicação exclusiva hospitalar.» [Grémio Literário Vila-Realense]


Faleceu a 30 de Outubro de 2007.

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[disponível também do autor: “Crónicas do meu vagar”, “Outra Vez Coimbra Minha” e “Livro de Andanças”]


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Sendin, praino mirandés


“Sendim. Planalto Mirandês. Valores em Mudança no Final do Século XX” de Ana Isabel Afonso
“Sendin – Praino Mirandés Balores an Mudança an Finales de l sieclo XX” de Ana Isabel Fonso.

Este trabalho resulta duma abordagem antropológica da mudança social e das transformações sócio-culturais ocorridas em Sendim, vila transmontana do Planalto Mirandês, tomando como ponto de partida a evolução paradoxal de dois indicadores – o decréscimo populacional e o aumento do número de fogos, desde meados do séc. XX até ao início do séc. XXI. Esta pesquisa desenrolou-se em torno de uma realidade social, complexa e, até certo ponto, paradoxal – uma aldeia próspera, com uma população em decréscimo – que se procurou desmontar a partir de vários planos de observação, olhando-a a partir das suas pessoas, dos seus grupos domésticos, das suas casas e das suas festas. O contacto com o terreno, nas sucessivas fases do trabalho de campo, foi a pouco e pouco quebrando o mutismo da paisagem, das casas e dos rostos, cujas histórias iam dando voz à história da aldeia. Deste conhecimento próximo nasceu a preocupação central de fazer o registo da memória, que se procurou manter ao longo da pesquisa, conferindo-lhe, mesmo, um certo carácter de urgência – havia que registar um tempo de memória, relativamente abandonado pela generalidade dos cientistas sociais, demasiado longínquo para os sociólogos e demasiado recente para os historiadores.

Índice:
Agradecimentos

Apresentação

Introdução
A experiência de um terreno familiar
Interrogações da pesquisa
A abordagem da mudança social – fontes e métodos
Sobre o «Censo94»
Sobre as observações
Sobre as entrevistas
Fontes locais
Um primeiro olhar sobre Sendim

I. Contexto Regional
Sendim em Terras de Miranda
As arribas do Douro e Espanha mesmo ao lado
O espaço da freguesia
Paisagem agrária
Uma inovação controversa – vacas turinas
Campos de cultivo e produção agrícola
Evolução populacional – Terras de Cima / Terras de Baixo

II. De Aldeia a Vila (Anos 40 / Anos 90)
Casas e habitantes
A presença na vila – residentes permanentes e episódicos
Actividades e profissões (anos 40 / anos 90)
Instrução e mobilidade social (anos 40 / anos 90)
Estrutura etária da população (anos 40 / anos 90)


III. Partir ou Ficar – Factores e Protagonistas da Mudança
A construção das barragens e o seu impacto na aldeia
A grande evasão e o retorno
Estrutura ocupacional e hierarquia social
A aldeia de camponeses dos anos 40
Proprietários, lavradores e jornaleiros
Domésticas e filhos de família


IV. Vidas Cruzadas na História da Aldeia
A terra e o trabalho: uma família de lavradores abastados
Dinheiro e instrução – o grupo emergente dos comerciantes
Mudança social e novas configurações familiares
Trajectórias familiares dos filhos de família
O infortúnio da irmã mais velha
Agricultores plenos e pluriactividade
V. A Vila que se Urbaniza: da Terra à Casa
Declínio da agricultura e novos ofícios
Emigração e construção civil – o apogeu dos anos 80
Casas e grupos sociais na vila dos anos 90
Os «filhos da terra» ausentes
Os «doutores»
Os «regressados»
Os «aldeãos»
«Os das vacas»
Os «ciganos»
Tradição e modernidade: uma vila a dois tempos


VI. Tempos de Festa
Trabalho e sociabilidades
Do ajuste de contas ao piquenique familiar – a festa da Trindade
Santa Bárbara, protectora do cereal e as novas colheitas
Juntar todos os sendineses – Santa Bárbara em Agosto
A entrega da festa
Organização da festa – antigas e novas mordomias
Ir para ver – a festa “espectáculo”
Vila de Verão / vila de Inverno

VII. Conclusões

Posfácio – A Vila Revisitada

Bibliografia

Anexo


A AUTORA:
Ana Isabel Afonso é antropóloga, doutorada em Antropologia Social e Cultural pela FCSH – Universidade Nova de Lisboa, leccionando no departamento de Antropologia desde 1985. É também membro integrado do CesNova, tendo como principais interesses de pesquisa a Mudança Social, a Antropologia Aplicada, os Estudos de Impacto Social, a Antropologia do Ambiente. Participou recentemente num projecto internacional sobre políticas energéticas e políticas ambientais relacionado com a implantação de Parques Eólicos no país. Bolseira Fulbright-Schuman, como Professora Visitante na Universidade de Massachusetts-Amherst, no semestre sabático 2013/14. Tem colaborado em conferências e colóquios nacionais e internacionais e publicado livros e artigos em revistas da especialidade, com base na pesquisa aprofundada realizada em Trás-os-Montes, de onde se destaca Working Images, editado na Routledge, em 2004.



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